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Pessoas felizes tornam as empresas mais produtivas

Group of business people thinking

Todos os seres humanos compartilham o desejo de se sentir bem. Por trás de tudo o que fazemos nessa vida, está implícito o desejo de ser feliz.

O estudo científico da felicidade começou há mais de 60 anos, quando grupos de investigadores das universidades de maior prestígio no mundo dedicaram-se à tarefa de compreender o que contribui para a felicidade das pessoas e quais são as características que distinguem as pessoas mais felizes. O assunto foi ganhando importância na agenda internacional, à medida em que estas pesquisas foram produzindo resultados e conclusões valiosas sobre a felicidade.

 

Psicologia Positiva

A psicologia positiva, conhecida como “a ciência da felicidade” tem oficialmente quase 20 anos. Foi criada em 1998, pelo professor Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia (EUA), na época presidente da APA (Associação Americana de Psicologia) e dedica-se a estudar as características e comportamentos das pessoas mais felizes e como elevar a média da felicidade das outras pessoas. De lá para cá, vem conquistando o respeito do meio acadêmico, o reconhecimento e a aceitação de diversas pessoas que têm se beneficiado de sua aplicação. Ainda concentrada mais nos Estados Unidos e em alguns países da Europa – Inglaterra, Espanha, Portugal e Alemanha, por exemplo – a nova ciência já invadiu países latinos de língua espanhola e está começando a chegar ao Brasil.

O tema da felicidade ganhou um lugar importante na agenda internacional por duas razões: Primeiro, porque naturalmente todos querem ser felizes. Mas também, porque a ciência tem demonstrado que a felicidade tem muitas vantagens importantes. Isto é, a felicidade não é apenas algo que nos faz sentir bem, mas também é algo que traz benefícios tangíveis.

As pessoas mais felizes são mais saudáveis, vivem mais, têm laços sociais mais estreitos. Pessoas felizes são melhores pais, porque se envolvem mais com seus filhos, mostram mais carinho.  No ambiente de trabalho, pessoas mais felizes são melhores colaboradores. Chegam mais cedo no trabalho, faltam menos, são mais criativos e inovadores, prestam melhor serviço ao cliente, têm menos acidentes, são mais leais à empresa e mais comprometidos. Além de ganhar salários mais altos, são melhor avaliados por seus líderes e experimentam menos “Burnout”. Esta é uma boa notícia para a empresa, pois empregados mais felizes geram mais lucros, menos custos e, portanto, um impacto positivo nos resultados finais. Eles são mais rentáveis.

As empresas geralmente concentram seus esforços e recursos para melhorar o nível de engajamento de seus colaboradores, com o objetivo de melhorar o seu desempenho. Segundo dados da pesquisa Gallup sobre “engagement”, esse investimento não tem produzido os resultados esperados, uma vez que 80% da força de trabalho mundial não está comprometida com o seu trabalho e aqueles poucos que estão altamente engajados, apresentam uma diferença notável sobre os demais: eles são mais felizes.

 

Primeiro o sucesso, então a felicidade?

Até hoje, temos trabalhado sobre a lógica de que temos que ser bem sucedidos, para sermos felizes. Primeiro o sucesso, então a felicidade. Por isso, estudamos muito e trabalhamos duro para termos sucesso, e então podermos ser felizes. O problema é que, uma vez alcançadas nossas metas, logo definimos novos objetivos a alcançar. Criamos uma nova definição mais exigente de sucesso e com isso, empurramos a felicidade um passo adiante. Está sempre nos esperando atrás da esquina. O que a ciência da felicidade nos revela é que essa fórmula está invertida. Temos que trabalhar primeiro para sermos felizes. Quando nos sentimos bem, temos acesso às vantagens da felicidade, e o sucesso vem como uma consequência natural.

A ciência comprovou que a felicidade de uma pessoa é determinada principalmente por três componentes: 50% características genéticas, 10% condições externas (moradia, emprego, renda) e 40% por comportamentos intencionais. Em outras palavras, uma boa parte da nossa felicidade depende do que fazemos e pensamos todos os dias. A felicidade é uma habilidade que pode ser desenvolvida. Anos de pesquisa científica nas melhores universidades permitem hoje que as pessoas possam aprender e colocar em prática ferramentas simples, mas muito eficazes, para melhorar a nossa felicidade.

A chave é desenvolver hábitos em 5 caminhos principais: bem-estar físico, bem-estar emocional, relacionamento social, realização intelectual e propósito de vida.

Adriana Prado
Adriana Prado
É Mestre em Liderança Positiva pela Universidad Tecmilenio (DF, México), possui 25 anos de experiência em gestão empresarial e recursos humanos em multinacionais, no Brasil, México e Equador organizações. Atualmente atua na Metlife e utiliza em sua gestão aportes da Psicologia Positiva, a ciência da felicidade . É colunista do site Bahia.Ba, no qual escreve artigos sobre bem-estar e felicidade.