“InSPIRE” sua vida!
4 de maio de 2018

Equipes que cooperam não se sabotam!

Por mais que toda ciência: Biologia, Filosofia, Antropologia/Sociologia, Psicologia/Pedagogia  expliquem por diferentes vieses que somos seres sociáveis e que graças a cooperação entre as espécies chegamos neste grau de evolução e inteligência, ainda sabotamos na vida em sociedade, nas escolas e nas empresas a tão requerida e exigida competência chamada: Cooperação para o trabalho em equipe.

 

Pode até parecer um jargão, mas cada vez mais a relação entre as equipes e o processo de cooperação é enfatizada como fator diferencial para o alcance do sucesso e resultados nas empresas por todas as escolas de Administração.

 

Em seu livro : “Equipes e Cooperação: o elo essencial” – Luciano Lannes, enfatiza que a  cooperação, ainda é tratada como se dependesse unicamente da boa vontade das partes envolvidas, mas ela, na verdade é, uma reprogramação de nosso modelo mental, pois ainda estamos focado na competição. O processo do cooperar é muito mais complexo do que aparenta e depende de inúmeras variáveis.

 

Trabalhar em equipe ainda já é percebido em alguns movimentos escolares que rompem com as cadeiras individualizadas na infância e promovem a colaboração na aprendizagem em grupos. Movimento este que, traçando um paralelo encontraremos nos projetos de cocriação entre as áreas em uma empresa e também na ruptura de layout para open space e postos compartilhados.

 

Mas sabemos que, mesmo desconstruindo cenários de individualismo e de competitição, há um grande trabalho nas crenças limitantes das pessoas que se reúnem para a colaboração em uma empresa e  uma destas armadilhas é a sabotagem no trabalho em equipe.

 

Talvez pelo despreparo das próprias lideranças, que competem pelos resultados entre áreas e expressam um comportamento negativo que contamina sua propria equipe.

 

Outras vezes, pelo perfil de alguns integrantes que não assumem a responsabilidade, fingindo não saber fazer. Assim, seu líder, que se comprometeu com o resultado, vai, ele próprio, executar a tarefa, ou delega à outros integrantes da equipe. O conflitos está isntalado, mas velado e mal digerido por todos, que não sabem a importância de conflitar, nestes momentos.

 

A atitude em não sabotar uma equipe acontece, quando seus integrantes, paralisam e rompem conversas dissimuladas, ou seja, pessoas que na frente de seus gestores sorriem, nas avaliações falam bem da empresa, mas em todas de conversas ou aplicativos usam comentários inconvenientes e destrutivos.

 

É necessário que saibam identificar os integrantes que externalizam frases de descrédito: “isso não vai dar em nada”, “nem precisa fazer, em uma semana não vão lembrar que pediu”, “uma vez fizeram e deu errado, vai dar errado de novo”, entre outras tantas. Saber quem sabota com palavras, pode ajudar os gestores a dar um tratativa específica para esta pessoa e assim, proteger o restante de sua  equipe.

A cultura de Cooperação não é algo desconhecido da raça humana, pelo contrário, pode ser uma herança tão antiga e presente nas pessoas de forma a justificar o impulso natural do ser humano em contribuir espontaneamente uns com os outros. Mas a Cooperação é uma prática a ser aprendida, para que os modelos mentais sabotadores não dominem seus integrantes.

Assim, faz-se necessário desenvolver um trabalho constante para que a Cooperação tenha o poder de transformação de uma realidade com a auto-consciência de seus integrantes conquistem o fortalecimento da equipe com harmonia nos relacionamentos.

Valdenice Sanchez
Valdenice Sanchez
Sócia- consultora da Simbolicah, que há 20 anos desenvolve Lideranças e Equipes. Possui as seguintes formações: Psicologia -UNESP, MBA em RH-FIA, Jogos Cooperativos – UNIMONTE, Biopsicologia – Inst. Visão Futuro, Mediação de Conflitos pela ISA/Palas Athena, Coaching e Coaching de Equipes pela ICC - International Coaching Community. Psicologia Positiva Latinoamérica_CiPPLA pelo IBI_Instituto Bienestar Integral – México.